Saí do Omelete e outras histórias

Quando você faz algo por muito tempo apenas uma realidade parece possível. Qualquer mudança se torna um questionamento da própria existência, o que a quarentena escancarou em escala global. Ao comprometer aquilo que era considerado “normal”, as dores da pandemia — e tantas outras que passaram a ser rotina — geraram todo tipo de reação : egoísmo extremo, altruísmo puro, introspecção, gritos de revolta…

Deixar um lugar que fez parte de quase uma década da minha vida justamente nesse contexto tão estranho não é fácil — ao mesmo tempo que é uma dificuldade pessoal insignificante no meio de tudo que está acontecendo. O problema é que por muito tempo fui a Natália Bridi do Omelete. Era parte de quem eu era. Emprestei minha identidade à empresa, primeiro à contragosto, já que nunca imaginei aparecer nos vídeos, e depois confortável em usar esse espaço para falar sobre o que acreditava.

Comecei lá como repórter. Fazia quase um ano que estava em São Paulo, trabalhava em uma assessoria de comunicação, e tive a sorte de ver o anúncio da vaga no Twitter enquanto procrastinava durante o expediente. Sem muito a perder, sabendo que queria escrever sobre cinema, mandei o e-mail com o título infame “NÃO É APENAS UM CURRÍCULO [é a solução dos seus problemas]”. A minha lógica era a de que, com tantos candidatos para a mesma vaga, precisava de algo para chamar atenção. Funcionou. Fui chamada para a entrevista, fiz o teste, passei — mas depois descobri que riram muito da minha cara pela petulância da apresentação. Tiro dessa história uma lição sobre o quanto vale a pena se arriscar. Dá para ser motivo de piada e ainda rir por último. 

Nesses anos de Omelete fiz de tudo. Cobri o hardnews, um trabalho que exige ansiedade e velocidade para acompanhar a indústria do entretenimento, filtrando rumores absurdos e informações relevantes para o público. Fiz muitos plantões, trabalhei muito mais horas do que deveria, escrevi críticas e artigos de que me orgulho, fiz entrevistas (algumas muito boas, outras nem tanto) e visitei sets de filmagem (a minha experiência favorita). Um trabalho dos sonhos para quem, como eu, é fascinado pelo audiovisual. 

O esforço, as dificuldades e as cobranças ficam nos bastidores. Existe antes a consciência do privilégio desse trabalho. Foi por ele que viajei para fora do país pela primeira vez e tantas outras vezes — um sonho até então impossível que me acompanhava desde que descobri a série do Lonely Planet na TV. Não há como comparar com um trabalho convencional, por mais que seja, sim, um trabalho. Quantas pessoas podem falar que viajaram 26 horas para visitar o  set de Thor: Ragnarok na Austrália e ver a Cate Blanchett ser a mulher mais linda e chique do mundo enquanto contava, comendo bolacha e falando palavrão, que usa um dos seus Oscars para segurar a porta?

Essa é a parte glamourosa, mas não é de onde vem a satisfação profissional. Essa surge quando o seu trabalho afeta outras pessoas. Fazer parte de uma equipe e compartilhar o esforço para criar algo é realizador. Coberturas de eventos, vídeos mirabolantes, muitas críticas, artigos, listas, muitas horas na redação. A união de talentos é o segredo da receita, o que cria a conexão entre a cultura pop e o público. Não é só um texto, um vídeo, um post nas redes sociais, são pessoas que estão lá para falar sobre o que amam (e muitas vezes serem xingadas por isso). Essa relação passional é sentida nos comentários. Alguns de simples discordância, outros tantos carregados de ódio (infelizmente acompanhei, ao longo desses anos, o processo de involução de quem hoje escancara sua ignorância por aí sem medo). E em meio a tanta negatividade, a verdadeira recompensa: entre horas não dormidas surge alguém para contar o quanto nosso trabalho o ajudou em um momento difícil, o quanto é importante ver mulheres falando sobre cultura pop, o quanto é importante falarmos sobre diversidade, o quanto é importante, enfim, seguirmos o exemplo dos nossos heróis

Por muito tempo essa foi minha realidade. Uma história vivida intensamente, com arrependimentos e conquistas que construíram quem eu sou hoje. Como repórter ganhei confiança, como editora de cinema aprendi a pensar na relação do conteúdo com o público e como editora-chefe vi o quão realizador pode ser promover o talento a sua volta. Saio com a sensação de missão cumprida. 

Agora é hora de traçar outros caminhos, mesmo que o momento seja o pior possível. Se 2020 ensinou alguma coisa é que a vida não está nem aí para os seus planos, o que muita gente ainda insiste em não entender. A verdade é que as coisas nunca foram “normais”, o mundo não estava bem, era só cômodo fechar os olhos (o que muita gente ainda insiste em fazer). Mas isso é assunto para outra conversa complicada. 

Esse texto é um balanço para apresentar uma nova etapa. Enquanto muitos projetos estão na pasta “para depois”, e vídeos e conteúdo de redes estão sendo planejados, escrever está na lista do que posso, e preciso, fazer imediatamente. Resgatei meu antigo blog que servia como currículo e transformei no primeiro espaço que vou usar para falar sobre cinema, séries e a vida entre tudo. Abaixo desse depoimento você vai encontrar textos que parecem aleatórios, mas que também são parte da minha história. Antes de encontrar o “trabalho dos sonhos” escrevi sobre o que precisava (incluindo releases sobre leilões de gado Angus, mas esses não coloquei aqui), agora posso escrever sobre o que eu quero. Pensei em deletar tudo, mas isso não é um recomeço, é um ponto de virada. A história continua.

58 comentários em “Saí do Omelete e outras histórias

  1. Natália, sempre fui um grande fã e confesso que estou sentindo falta da tua presença no Omelete. De verdade. Tenho 45 anos, sou um #nerdvelho, mas apaixonado por quadrinhos, cinema, séries… E tu me representas nos teus comentários e forma de ver o mundo. Alguma vezes publiquei comentários no Twitter elogiando a “gringa de Farroupilha que ganhou o mundo”. Não era zoação, era elogio mesmo. Sou apaixonado pela serra gaúcha. Parabéns pela tua escolha de seguir em frente. De cá, torcendo muito pelo teu sucesso e pela tua felicidade. Abrção!!!

    1. Natália tambem sou #nerdvelho,tenho 48 anos.Sou sua fã!!Suas entrevistas são maravilhosas. Inesquecível sua participação na ccxp 2019.Boa sorte na nova jornada.

  2. Leria seus releases de leilão de gado tranquilamente. Sigamos em frente, tô animado pra te acompanhar nessa nova fase. Abraço!

  3. Oi Natália!
    Acompanhava você no Omelete desde quando tinha 12 anos, hoje tenho 19 e estou cursando Jornalismo e muito feliz e realizado. Você e o omelete foram grandes influenciadores nessa minha decisão. Lembro até hoje quando você interagiu comigo pelo twitter há uns anos atrás, foi gratificante. Sucesso na sua nova caminhada, estou ansioso para acompanhar também. 💛

  4. Parabéns pelo novo projeto! Eu tive o prazer de te conhecer pessoalmente na CCXP e falar o quanto admiro seu trabalho! Desejo sucesso nessa nova fase que vou seguir acompanhando! 🙂

  5. Parabéns pela sua trajetória, Natália. A crítica tem muitas funções e uma delas (eu acho) é estabelecer um diálogo com aqueles que amam o tipo de obra que está sendo analisada. Dito isso, eu sempre me identifiquei muito com os seus textos, eles sempre me fizeram expandir as conversas que precisava manter com os filmes e séries que assistia.
    Obrigado pelas dicas e por ocupar um papel tão importante pra tanta gente.
    Boa sorte nessa nova etapa!

  6. Natália eu te desejo tudo o que há de bom no mundo, pois você merece! você foi um marco, um diferencial, uma pioneira no Omelete. Você é inspiradora, você é motivacional, você é um exemplo de pessoa. Te amo e acompanharei seu trabalho sempre pois você é uma profissional e pessoa fora do comum de tão incrível que tu é. Boa sorte em quais forem seus caminhos.

  7. Amei o texto. Espero que seu ponto de virada te leve para mais trabalhos satisfatórios, como esse. Também estou precisando de um nesse momento, na vida profissional. Mas não tenho um norte para seguir ainda. Enfim, um dia de cada vez.

  8. Tu não sabe o quanto é incrível te ver e te ler, agora vai seguir tua história independente e vai ser lindo. Vou continuar te acompanhando, assim como vou continuar acompanhando o omelete, só vou sentir falta de você com os irmãos Gomes, principalmente ao lado da Pati nos vídeos 🖤

  9. Sempre gostei de ler suas críticas no Omelete, então certamente continuarei te lendo por aqui. Se me permite dar uma sugestao, crie em canal no Youtube ou um Podcast, assim não ficarenos órfãos do seu humor e das suas dicas valiosas de filmes e séries pra ver. Um abraço virtual de um leitor do Omelete que muito admira seu trabalho! 😉

  10. Excelente texto. Nem sempre concordei com sua opinião, mas sempre gostei de ouvi-la. Acho que só seguir quem valida o que acreditamos ou pensamos restringe nossa visão crítica. Sempre curti seus textos e gosto do modo como se expressa. Desejo todo sucesso nessa nova fase e só fico triste de ver o que parece ser o desmanche do Omelete… Aline, Borgo, você, fim da Obox, já me preparo pra uma queda de qualidade na CCXP e, quem sabe, seu fim. 2020 realmente está apelando! Rs

  11. Natália que alegria continuar a ver seu trabalho por aqui, você que reacendeu a minha paixão por cinema e feliz em continuar acompanhando seu belo trabalho, adorei o ponto de virada e pronta para acompanhar. Abraços

  12. Eu sei que muita gente vai falar de tudo que passou com você no Omelete, eu ia falar também, mas é bem interessante isso que você escreveu que não existe um normal e que a vida não se importa com os nossos planos (já diriam os sábios, “bactéria fdp”).
    Inclusive geralmente eu gosto de ler os textos de quando a pessoas tomam decisões difíceis pra entender e buscar inspiração, mas fico só nisso porque entendo que novas fases das vidas das pessoas não necessariamente vão ser interessantes. Mas realmente o texto pareceu, além de muito transparente, um convite sincero para continuar acessando e que acho que todo mundo que leu vai querer cotinuar acessando. Por mais que você sempre tenha tido uma das melhores escritas do Omelete, uma coisa é escrever em um ambiente que por todas as métricas seria considerado um auge profissional (e que você ajudou a construir), outra é você fazer um texto sobre você no seu espaço e as pessoas quererem ler tudo.
    Sei que o sistema romantiza muitas coisas (profissão, dinheiro, desafios, relevância, renovação). Tenho até medo da narrativa pós pandemia. Ver um texto desse (e de outras pessoas que saíram do Omelete) me dá até uma esperança na humanidade, porque mostra que a editoria “pessoas fodas que devem continuar fazendo coisas fodas depois de saírem de lugares fodas” deveria causar o mesmo espanto que a 56a matéria de “famosos postam fotos com os pais e internet se assusta com a semelhança”

    Abraços e boa jornada

  13. Tenho certeza de que tu é inspiração para muitas mulheres. Eu, enquanto homem, adorava ouvir tuas opiniões e críticas no Omelete, achava necessário. Tu sempre me passou firmeza nos teus posicionamentos. Vou sentir tua falta lá, assim como dos outros que saíram. Mas vou continuar te acompanhando. Boa sorte!

  14. Oi Natália, acompanho o Omelete desde o início e amei quando você entrou porque finalmente tinha alguém com quem eu me identificava quase totalmente. Eu adoro o jeito que você se expressa e argumenta suas opiniões, em texto e em vídeo. Seguirei te acompanhando onde você for, só avisar nas redes!
    Eu tive o prazer de te conhecer na primeira ccxp, e amei que voce disse que gostou da minha roupa (camiseta nerds com saia e sapatilha, quem nunca né).
    Abraços e fico aguardando o que vem por aí.

  15. Adoro seu trabalho e posicionamentos, sempre me senti representada com você lá no Omelete. Lembro a primeira vez que vi você tímida (me identifiquei) num vídeo do quadro do Make1up e a partir dali foi só crescendo. Ansiosa pelo que estar por vir. Textos aqui, canal no youtube, podcast, etc, estarei lá acompanhando 🙂🤗.

  16. Fico feliz em te ver bem! Fico feliz em ver você submergir bem da onda de hate que te vimos sofrer ao longo dos anos.
    Você redigiu o melhor texto do Omelete, sobre ser nerd e preconceituoso. Aquele texto é muito importante pra mim… estou ansioso para ver mais do seu trabalho. Até mais e obrigado pelos peixes .

    1. Continuarei daqui, atrás das telas, acompanhando o seu trabalho e torcendo para que você seja cada vez mais incrível. O mundo é seu garota!

  17. Não sabia que ia me emocionar dessa forma. Tenho 17 anos e já tem anos que te acompanho no omelete. Sempre admirei bastante seu trabalho e ponto de vista, me identificava muito nas suas críticas, matérias onde eu conseguia amadurecer bastante o meu senso crítico e percepção sobre o audiovisual. Confesso que me apeguei bastante a você e também aos demais redatores (incluindo os que já deixaram o mesmo veículo), vocês, juntamente com seus argumentos me suportaram em momentos difíceis emocionalmente. Admiro muito tudo o que você relata nesse texto, assim como inspira. E também me orgulho em dizer o quanto todos vocês me inspiram em uma futura carreira de jornalista, espero viver uma bela história, não igual a sua, mas tão vibrante e ousada quanto.

  18. Sou teu fã de bastante tempo e desejo sucesso na nova fase (que seguiremos acompanhando), pra mim vc trata de assuntos relevantes sejam eles aliados a cultura pop ou não e desde sempre soube e tbm passou os valores dos produtos que vc consumiu!

    Parabéns por esse texto que aqueceu mais um pouquinho a segunda fria aqui e boa sorte, Natália!

  19. Natália, fico feliz que tu tenha revivido este espaço, principalmente para seguir falando sobre filmes e séries. Sempre gostei muito dos teus textos e vídeos, o casamento entre falar esses assuntos e tua capacidade de reflexão sobre o mundo sempre me inspiraram, principalmente dentro do jornalismo onde te tenho como uma referência. Seguirei te acompanhando por aqui e nos outros lugares onde tu for produzir conteúdo. Desejo sucesso hoje e sempre. Abraço.

  20. Eu fico extremamente feliz de ver que você deu um passo para uma nova história da sua vida. Sempre amei suas críticas de cinema pois sempre achei bemmm coerentes e sinceras, quando você começou a fazer o Avonts junto com a Patrícia eu fiquei “mas que é isso???” É MARAVILHOSO!
    Desejo muito mais sucesso nessa sua jornada afinal “uma jornada de mil milhas começa com o primeiro passo”, quero muito continuar lendo, vendo e ouvindo suas críticas e pensamentos. O mundo “nerd” mas principalmente um mundo de nova jovens nerds está carente de uma personalidade sensata e coerente e eu te adoro por isso. Então parabéns que sua vida seja longa e próspera 🖖🏼

  21. Você como sempre arrasando no texto amiga. Sinto suas palavras as minhas. Bem vinda a mudança. É incômodo e incerto mas no mínimo interessante. Continuo te seguindo 👀 para ver suas próximas aventuras.

  22. Muito lindo o texto! Sou fã do seu trabalho a anos e pretendo continuar acompanhando. Muito sucesso nessa nova fase! Abraços.

  23. Você no Omelete foi uma inspiração pra mim como uma comunicadora de cultura pop, muito obrigada por todos aqueles anos e boa sorte em suas novas empreitadas.

  24. Incrível texto Natália, nesse momento em que o mundo real está parado, é um bom momento para refletir sobre nossa própria história e sonhos futuros. Parabéns por ser essa mulher sensível e muito talentosa. Vou te apoiar e acompanhar em qualquer projeto que você idealizar.

  25. Acompanho o Omelete muito antes de você entrar lá.
    Gostei muito do seu trabalho tanto dos textos como dos vídeos.
    E pretendo continuar acompanhando.
    Parabéns e boa sorte 😀

  26. Oi Natália, acompanho você no Omelete já há algum tempo e tenho que dizer que você só me inspira mais e mais. O mundo tornou a arte uma impossibilidade, um ofício do mundo das ideias, e como também amo escrever me sinto abalada no cotidiano por não poder fazer aquilo que eu amo, escrever sobre o que eu quiser, quando eu quiser, porque afinal, arte é liberdade de expressão, e por mais que existam empresas boas e que excitam a criatividade do funcionário por aí, não existe abertura para liberdade de criação nelas, a não ser que a pessoa seja o Sr. patriarca que já está há anos no ofício. É difícil dar um passo desses, de seguir sua paixão. Eu, todos os dias, penso em dar esse passo, e não dou. Mas é preciso evoluir, como você mesma disse, e fico orgulhosa e inspirada por sua escolha. Ao infinito e além, Natália. E desculpe os clichês.

  27. Oi Natália, não sei se você vai chegar a ler esse comentário, mas espero muito que sim.
    Queria dizer que amei ler esse texto, sempre as suas participações nos vídeos, nos stories, nas críticas, nas recomendações. Tanto que não penso nem duas vezes pra falar que o Avonts foi uma mas melhores surpresas recentes do Omelete, porque sentia falta dos vídeos com essa pegada desde o falecido Bloco X. Fiquei bem triste ao saber que o recém nascido programa já ia deixar de ter uma das apresentadoras, mas feliz em saber que ela estava fazendo isso para ir trás de novas realizações.
    Agora sabendo que vai fazer um conteúdo próprio, indiferente da forma que ele seja feito, fico imensamente feliz em saber que vou poder continuar acompanhando as coisas que você produz e o melhor de tudo, sendo algo imensamente mais intimista da tua parte, algo pessoal teu apenas.
    Se tiver lido esse singelo comentário até aqui, só gostaria de dar uma ideia de que agora com as integrantes do falecido Bloco X todas seguindo com projetos fora do Omelete, seria sensacional se quando as coisas retornarem ao “normal” houvesse a reunião de todas vocês produzindo juntas como eram.
    E novamente, fico imensamente contente em saber que você vai passar a produzir o teu conteúdo de uma forma tã pessoal, mal posso esperar pra ver o que vem por aí.

  28. Sucesso e tranquilidade nessa nova fase, Natália! Te acompanhava no Omelete, e sua postura tão passional e determinada sempre me chamou a atenção. Dá gosto de ver você falando sobre algo, porque fica claro o quanto aquilo é o que você acredita. Foi, inclusive, o que eu senti nesse texto. Fico muito feliz de ver suas produções continuarem. Até porque empresas e plataformas são apenas meios, enquanto, nossas paixões e a arte é que nos conecta.

    Beijos, já tô ansiosa pelos textos! 🙂

  29. Natália acompanho o seu trabalho desde a época do bloco x no omelete, não vejo a hora de ver as novidades que vem pela frente e os seus trabalhos solo agora. Mandando muitas energias positivas aí!!!

  30. Que legal. Estou feliz por acompanha-la com suas escritas e opiniões. Você foi maravilhosa em toda a sua evolução no Omelete. Tinha até falado pro meu sobrinho: “vamos na CCXP esse ano, quero conhecer a Natalia Bridi” e ele: “Aquela que tava sem voz, né?” kkkkkkkkk Te admiro e torço pelo seu crescimento. Bjs.

  31. Sucesso Sempre para ti Natália. Importante buscar novos caminhos e essa satisfação pessoal.
    Continuaremos daqui lhe seguindo.

  32. Natália, eu comecei a assistir o Omelete com 10 anos e por mais que tenha passado pouco tempo e que eu ainda tenha 15 e muita coisa para aprender queria dizer que você foi uma das pessoas que me ajudou a descobrir quem eu sou hoje.
    Te desejo sorte nesse seu novo caminho.

  33. O Omelete se tornou o que é hoje pelas pessoas incríveis que deixaram sua marca. Você, Érico, Aline, Thiago fazem muita falta. Vocês fizeram um legado e não se trata da empresa, mas de vocês como pessoas. E assim como eu ainda acompanho o bom trabalho dentro do Omelete, não vou deixar de seguir sua nova jornada e que vai ser excelente.

  34. Natália, esse seu texto me emocionou de um jeito diferente!
    Sempre achei o seu trabalho incrível e poder acompanhar de perto foi um privilégio imenso. Antes de qualquer coisa, conversar contigo ia além de conversar com “a Natália Bridi do Omelete”. Dava pra ver a vontade de fazer as coisas funcionarem!
    Desejo a maior sorte para você nessa nova fase. Imagino a coragem que vc precisou ter para tomar essa decisão, ainda mais num momento tão complicado, mas não tenho dúvidas de que o sucesso vai te acompanhar aonde for!

    Beijos ❤

  35. Eu acompanharei você aonde for. Você é uma pessoa que me inspira, desde quando eu peguei 3h de fila para tirar foto com você na primeira CCXP, desde então, eu vejo cada publicação e penso: “Mulherão da Porra!”, “Quero ser assim quando crescer!”, e por aí vai.Sou uma grande fã do seu trabalho e da sua pessoa, acho suas opiniões incríveis e você extremamente inteligente. ❤

  36. Feliz demais por poder reencontrar você neste (nem tão) novo espaço. Sou muito fã de seu trabalho e grande admirador também. Devemos enaltecer a beleza e a elegância que é uma mulher forte falar com propriedade sobre diversos assuntos enquanto trolls tentam desestabilizar. Estarei acompanhando essa nova jornada. Sucesso!!!

  37. Desejo sucesso na sua vida, competência você já tem, eu conheci você no bloco X, sempre gostei das suas opiniões e as camisas de Bowie e Pink Floyd. Boa sorte e

  38. Nati, como mulher, sempre me senti representada por você ao vê-la falando sobre cultura pop. E como profissional, você é com certeza uma das minhas grandes inspirações. Que esse seu novo capítulo seja incrível. Estarei sempre te acompanhando. Um grande beijo.

  39. Natália, apenas um breve desabafo. Quando eu acompanhava o omelete há muitos atrás logo no início das suas participações eu pensava assim: mano, q menina deslocada, cadê o Borgo, hessel e forlani? E eu quero deixar bem claro o quanto q eu quebrei a cara com esse tipo de pensamento machista, pq com o passar do tempo as suas análises de filmes se tornaram conforto pros meus ouvidos. Uma mulher super sensata e inteligente que ainda consegue trazer um balanço de justiça social. E além do talento uma puta personalidade autêntica de quem tem domínio de si. Abraço, e boa sorte no novo trajeto!

  40. Ser tirado da zona de conforto é péssimo, mas não há o que fazer senão seguir em frente.

    Sobre o Omelete, sua saída é uma grande perda para o site, que espero, se torne um grande ganho para todos nós que gostamos do seu trabalho. Boa caminhada e que bons ventos a acompanhem.

  41. É sempre bom ler algo sincero, e que pincela por tantas áreas comuns de todos nós. Afinal, quem não foi um pouco ousado/pretensioso, ou esteve com o pé atrás em aparecer, em fazer algo novo e fora do nosso escopo.
    Aguardo, ansiosamente, novos textos, vídeos, tweets e a sua visão desse mundo, caótico, mas assim como em muitas lentes já interpretado, encantador.
    Obrigado, por tudo.

  42. Natalia,
    Boa sorte nesse que é o primeiro dia do resto da sua vida ou , das nossas!
    Vai fazer muita falta á equipe do Omelete, mas ambos vão sobreviver e nós também .
    Um beijo
    Ricardo Hernandez

  43. Olá Natalia.
    Que bom que de alguma forma ainda teremos seus textos para apreciar. Admiro sua trajetória no Omelete e acompanhei a sua evolução.. Já era frequentadora assídua do site antes de você aparecer por lá (creio que também mandei currículo na mesma época, inclusive), e vi você perder o medo/vergonha/receio da câmera e também o aprimoramento no inglês, para as coberturas e entrevistas internacionais.
    Realmente, as pessoas só veem o glamour da profissão. Também sou jornalista e escuto de muita gente aquele papo de “como é legal, deve ser fácil fazer o que você faz”, mas poucos veem as horas de pesquisa e dedicação.
    Essas questão da ignorância e inconsequência das pessoas que disseminam palavras ofensivas disfarçadas de críticas ou ódio travestido de liberdade de expressão é, infelizmente, muito comum. E algo muito difícil de lidar.

    Falta mulher falando de cultura pop e falta mulher culta, feminista e com argumentos falando sobre isso também (ou melhor, falta espaço para que muitas mulheres que têm tudo isso possam falar).
    Na CCXP de 2015 pedi pra fazer uma entrevista com alguém do Omelete e você apareceu pra falar comigo, e lembro de você ser super simpática e solícita.

    Recomeçar e sair do comodismo requer muita coragem. Parabéns por tê-la, ainda mais em tempos tão incertos como o que vivemos.
    Boa sorte com tudo! Estarei aqui acompanhando também.

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